Titulo da obra: A terra das onças.
Artista: Patrícia Solari
Material: aquarela
30 x 40 cmts

Quando olhamos para o mundo indígena antes da colonização, descobrimos seres mitológicos, metade homem e metade animal.
Na sua vivência diária o homem e o animal compartilhavam o mesmo espaço vital. Ambos são caçadores. Ambos se espreitavam. O homem utiliza sua astúcia o animal o animal seu hábito.

A lenda que se perde no tempo fala da primeira mulher, que engravida de Nhande-ru e Nhane-ra. Abandonada na floresta ela envia a voz dos filhos que a guiavam para achar o caminho certo.
Durante a noite ela errou e entrou na terra das onças. Mas uma onça protetora, espantou os outros animais par que não a matassem. Mesmo assim, perto do dia do parto, um tigre muito feroz, devorou-a e p protetor salvou os filhos e os criou.
Quando os meninos foram maiores, planejaram a vingança. Criaram o mondeu, uma arapuca para caçar animais grandes. Exterminando assim os machos-depois enganaram as fêmeas, oferecendo frutas, e as conduziram para um rio enorme para morrer.
Durante a narrativa desta lenda vemos a dualidade da natureza humana. E a inteligência do homem para sobreviver no meio ambiente hostil.
Durante o século XVII varias regiões guaranis sofreram pela praga dos yaguarete (onça americana) os shamans invocavam a potencia exterminadora do yaguarete-ava (yaguarete-homem),
Do livro aproximação às crenças dos indígenas.


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